Já dizia o velho ditado:
É estranho, mas geralmente, nos auto-abandonamos naqueles dias frios, nos Domingos ociosos. Por vezes há alguém do nosso lado, ao lado do nosso coração. No entanto, ainda há uma angústia, uma dorzinha no peito, “silêncio ensurdecedor”
Algo não está bem. Talvez você não tenha dito o que precisava àquela pessoa, talvez esteja se criticando por não ter tomado um ou outro caminho na vida, ou esteja simplesmente conversando com sua criança interior que estende os braços e pede colo. Colo de mãe. Isso é tão bom...
Somo adultos. Mas até que ponto? Acredito sim que haja um limite. O que é um adulto para você? Cuidado com as teorias. Muita atenção com o senso coletivo!
Você já é bem crescidinho! Para saber que uma mulher, um homem, precisa ter uma pilastra de mármore dentro de si. Uma fortaleza que faça com que seja possível auto reerguer-se depois de quedas, que permita haver uma mão que se estenda para si mesmo. Uma mãe e um pai interno.
E você já é bem grandinho para saber que em volta da pilastra é preciso haver crianças brincando. Crianças que às vezes não se agarram a ela, e que isso é parte de todos nós. Elas temporariamente se esquecem e olham para longe, não encontrando braços nem abraços. E aí você está só. E daí o nó na garganta, o aperto no peito, o frio...
Precisamos de tempos em tempos de família, de amigos de verdade, de amores e de terapeutas a segurar nossas cabeças e torcê-las para em direção a pilastra. Olha aí o que você esqueceu!
Mas a grande sacada é que pilastra é formada em conjunto, pelos mesmos amores, amigos familiares terapeutas.
“Sois deuses e não sabeis” como disse o Grande Mestre. Deuses que movem céus e terras, mas não se movem sozinhos.
Susana Padovani
Susana Padovani
gostei muito do seu stilo. Escrevendo e mesmo coisa para mim.
ResponderExcluirThanks friedn :)
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